Residências não têm acessibilidade

“Renata Marques é arquiteta, especialista em execução, desenvolvimento e gerenciamento de projetos em arquitetura”

O acesso de pessoas com necessidades especiais ainda é bastante complicado em muitos imóveis residenciais, principalmente nas construções mais antigas. Todos nós, em algum momento de nossas vidas, passamos ou podemos passar por um período de mobilidade comprometida.

Vãos e portas mais largos, essenciais para passagem de cadeira de rodas ou para circulação de obesos, assim como corredores mais amplos, facilitam a vida dos moradores. Nos banheiros, boxes amplos e barras de apoio garantem acesso com segurança. As bacias sanitárias precisam ser instaladas mais altas para facilitar a transição para as cadeiras de apoio. Outro desafio é a área íntima. Poucas casas preveem um quarto no andar térreo, enquanto o ideal seria ter pelo menos um espaço que pudesse ser transformado para esse uso.

Apesar de regulamentadas por lei, boa parte das construções recém-lançadas no país ainda não seguem os padrões de mobilidade. O grande desafio para arquitetos e urbanistas é não só conscientizar os construtores da importância de seguir os princípios da acessibilidade, mas também encontrar soluções viáveis para adaptar imóveis já concluídos fora dos padrões.

Fonte: Gazeta do Povo – Renata Marques

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